direcionamento
Identificar desafios socioambientais estruturais e transformá-los em projetos com tese de investimento. Municípios sem essa capacidade ficam presos na gestão do problema, não na solução estruturada.
Saneamento, resíduos, clima, inclusão produtiva: o município tem os desafios e a competência para resolvê-los. Ainda assim, recursos voltam todo ano para a União por falta de projetos estruturados. A Maré capacita o município a transformar esses desafios em projetos prontos para ampliar o impacto e, com isso, acessar capital.
O desenvolvimento, e o capital que o financia, segue prioridades. Quando o município estrutura projetos alinhados às agendas estratégicas, globais e nacionais, deixa de devolver recurso e passa a transformar o território, atraindo o capital que persegue essas metas. É a diferença entre ter o problema e estar pronto para resolvê-lo.
a Agenda 2030 localizada no município: os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável como régua de impacto que o capital institucional reconhece.
a agenda federal de transição aplicada ao território, e os instrumentos que o município pode acionar para financiar seus projetos.
Marcos públicos de referência: a estratégia nacional de transição ecológica, a NDC do Brasil no Acordo de Paris, o Fundo Clima e a Agenda 2030 das Nações Unidas.
O arcabouço regulatório mudou. As novas regras de contratação pública abriram instrumentos para o município contratar inovação e soluções de impacto. E o capital de impacto cresce de forma acelerada no mundo e no Brasil. Os instrumentos existem e o capital existe: falta a capacidade técnica para posicionar o território como destino investível.
Três capacidades definem o município que consegue fazer essa conexão.
Identificar desafios socioambientais estruturais e transformá-los em projetos com tese de investimento. Municípios sem essa capacidade ficam presos na gestão do problema, não na solução estruturada.
Conectar os atores do ecossistema local (universidades, empresas, organizações sociais, investidores) ao redor de desafios concretos. O ecossistema existe, mas opera sem orquestração municipal.
Testar novos instrumentos de contratação e de financiamento de impacto, com rigor técnico suficiente para aprender e escalar. Sem essa rotina, o município assiste ao mesmo ciclo de paralisia.
O Ipea descreve a lacuna que trava os municípios: "a baixa capacidade técnica estatal institucionalizada", que falta para o desenho de projetos, a previsão orçamentária, a estimação de risco e a articulação no acesso aos fundos. O recurso costuma existir, e a margem de endividamento também: o que falta é a estrutura técnica para usá-los. (Transição Justa nas Finanças no Brasil, Ipea, 2026)
O mesmo framework que capacita o Estado se aplica ao território. O município orquestra cinco funções, num trilho único, para transformar os desafios locais em solução, com o capital chegando como consequência a projetos que melhoram os indicadores socioambientais.
o município define as prioridades do território, com os ODS como bússola. é a direção que faz o capital saber onde pousar.
instrumentos do próprio município (ICMS Ecológico, instrumentos fiscais, compras públicas como offtake) tiram risco para o capital maior entrar.
fundos de impacto, bancos de desenvolvimento e capital concessional entram em escala, quando o risco foi calibrado e há pipeline qualificado.
assistência técnica que origina, qualifica e estrutura os projetos do território. é o motor do trilho: a esteira de bancabilidade municipal.
o município ancora os indicadores do território, define o MRV e retroalimenta o plano. a mensuração é a chave de elegibilidade ao capital.
a IA compila, varre, cruza e produz minutas. o humano interpreta, decide, assina, e assume o risco e o julgamento.
painel vivo conecta prioridades, projetos e capital, com varredura contínua de editais e janelas; retroalimenta o plano municipal.
mapeia e casa editais, fundos e instrumentos fiscais do território; traduz o vocabulário voluntário para o regulado.
documentação padronizada de blended finance; pareamento contínuo dos projetos com fundos, bancos e BMDs.
a esteira municipal executada em paralelo, com gate humano em cada etapa; constrói o sistema de mensuração que o impacto exige.
ingestão única, múltiplas saídas auditáveis (ODS, IRIS+, indicadores do território); mede o impacto direto.
O município pode começar pela radiografia ou já entrar na estruturação completa. Os dois caminhos convergem para o mesmo destino: projetos prontos para transformar o território e, com isso, acessar capital.
Uma avaliação estruturada que faz o raio-X do município: mapeia desafios socioambientais de forma integrada, identifica e precifica ativos dormentes (instrumentos fiscais, TACs, ICMS Ecológico, multas ambientais), cruza tudo com as janelas regulatórias e financeiras abertas e entrega um roadmap com 1 a 3 projetos prioritários prontos para avançar à estruturação.
Relatório diagnóstico socioambiental completo. Matriz de valoração econômica dos desafios e ativos. Shortlist de 1 a 3 temas prioritários com fontes de capital mapeadas. Workshop de validação com equipe municipal.
O município sai sabendo o que tem, quanto vale e qual o caminho para transformar desafio em oportunidade de investimento.
saiba mais sobre o diagnóstico rápidoAssessoria técnica end-to-end que leva o município desde desafios não estruturados até o investment readiness: projetos formatados, modelados financeiramente, com instrumentos contratuais desenhados e prontos para captar capital de investidores de impacto, fundos climáticos e bancos de desenvolvimento.
Dossiê de bancabilidade completo por projeto. Orquestração do ecossistema local. Modelagem financeira multicenário. Tese de investimento para investidores. Programa de letramento executivo para a equipe municipal.
O município sai como protagonista ativo da economia de impacto, não como espectador.
saiba mais sobre o programa completoCada fase resolve gargalos específicos. A sequência é deliberada: sem diagnóstico não há estruturação; sem estruturação não há captação.
Diagnóstico territorial em quatro eixos ODS de competência municipal: saneamento e infraestrutura, resíduos e economia circular, clima e resiliência, bioeconomia e inclusão produtiva. Valoração econômica dos desafios e ativos dormentes. Classificação do município por maturidade institucional para definir a rota de estruturação mais adequada. Formação do Comitê de Bancabilidade Municipal com equipe técnica dedicada.
Estruturação de 1 a 3 projetos em dossiê completo de bancabilidade: modelagem financeira e viabilidade econômica, governança e time gestor, indicadores de impacto (IRIS+/ODS), roadmap de captação. Ativação do ecossistema local de inovação e impacto. Desenho contratual e regulatório com os novos instrumentos de contratação pública para inovação.
Estratégia de acesso a recursos em três frentes: linhas federais e estaduais (Fundo Clima, BNDES, ICMS Ecológico, conversão de instrumentos fiscais), elaboração técnica de projetos para submissão a editais e programas, compras públicas de impacto com critérios ESG nos editais.
Presente em todas as fases. Usa cada etapa do programa como material pedagógico vivo. Workshops temáticos, mentoring técnico da equipe municipal, acesso à rede de economia de impacto da Maré. Objetivo: ao final, o município opera com maior autonomia para originar e estruturar novos projetos.
O letramento executivo não é um módulo separado. É um componente transversal que percorre todas as fases do Programa Completo. Cada diagnóstico, cada workshop de validação, cada rodada de estruturação funciona também como formação prática. A equipe municipal aprende fazendo, com material real do próprio território.
O objetivo não é criar dependência de consultoria. É construir uma equipe municipal capaz de identificar oportunidades, articular o ecossistema e operar os instrumentos de contratação e de financiamento de impacto nos próximos ciclos.
Vocabulário e repertório de economia de impacto, blended finance e capital catalítico. Sair da assimetria de informação com investidores e agentes financeiros.
Entender o que torna um projeto bancável e como aplicar esse critério na origem dos próximos projetos. Cada ciclo do programa reforça esse repertório.
Templates, checklists, guias de instrumentos contratuais e acesso à rede de economia de impacto da Maré para continuar operando após o programa.
O ponto de entrada depende do que você já sabe sobre o território e do grau de prioridade que o tema tem na gestão. Podemos ajudar a decidir.
a maré é uma operação em estágio inicial. o Programa de Bancabilidade Municipal é um produto novo no mercado brasileiro. não existem casos prontos de prateleira para mostrar porque estamos construindo esse campo. o que apresentamos é metodologia estruturada, base técnica documentada e compromisso com os resultados do território.