pesquisa & desenvolvimento
da bancada à prova de conceito. Pesquisa básica e aplicada, dentro de universidades, institutos e centros de P&D.
aqui mora o vale da morte tecnológicoO 5º Leilão do Eco Invest Brasil obriga os bancos vencedores a investir em projetos em parceria com ICTs e a destinar recursos anuais a fomento de pesquisa aplicada e empreendedorismo. A Carteira EcoInvest é o serviço da Maré que prepara ICTs e parques tecnológicos para esse encontro: origina, vincula e qualifica negócios de impacto até a carteira estar elegível quando o capital chegar. O que vai à mesa do investidor é uma carteira que o capital aceita, não uma lista que ele recusa.
O Eco Invest Brasil, programa do Tesouro Nacional, já mobilizou cerca de R$ 140 bilhões em quatro leilões. O 5º leilão, em curso, é o primeiro dedicado à inovação: seis fundos de capital de risco, um por cadeia estratégica, mais crédito corporativo e, pela primeira vez, recursos não-reembolsáveis obrigatórios para pesquisa aplicada e empreendedorismo. As propostas das instituições financeiras correm até agosto de 2026. O capital chega em 2027, pelos bancos vencedores.
O desenho oficial do leilão mapeia a jornada da inovação em dois eixos: o nível de desenvolvimento e o nível tecnológico. O recorte abaixo amplia o trecho inicial dessa jornada, entre TRL 1 e 6. É onde vivem as ICTs, os parques e os hubs tecnológicos, e é onde a Maré origina, vincula e qualifica os ativos que tornam uma carteira elegível.
da bancada à prova de conceito. Pesquisa básica e aplicada, dentro de universidades, institutos e centros de P&D.
aqui mora o vale da morte tecnológicoa tecnologia sai do laboratório: piloto operando em ambiente real, com parceiro de campo.
na saída, o vale da morte do escalonamentomaturidade tecnológica: do princípio científico observado à validação em laboratório. A ideia vira prova de conceito.
maturidade tecnológica: validação e demonstração em ambiente relevante. O protótipo enfrenta condições reais de operação.
maturidade de negócio: nesta fase ainda não há negócio, há conhecimento. É exatamente por isso que ela depende de fomento.
maturidade de negócio: o negócio em formação. Proposta de valor definida e primeiras validações de mercado.
É o trecho da jornada que o capital privado não atravessa sozinho: quem sustenta é fomento público e filantropia. O 5º leilão foi desenhado para mudar isso, nas seis cadeias estratégicas.
A Maré transforma pesquisa, spin-offs e startups desses níveis em ativos organizados por cadeia: com dossiê, vínculo formal com a instituição e tese de investimento. É a metodologia aplicada ao acervo que a sua instituição já tem.
Ativos preparados nesta zona se candidatam ao fomento não reembolsável e aos fundos de inovação. O capital chega em 2027, pelos bancos vencedores. A elegibilidade se constrói antes, e é ela que a Maré entrega.
Recorte adaptado do desenho oficial do 5º Leilão (Tesouro Nacional, apresentação ao mercado, 2026). TRL: Technology Readiness Level; BRL: Business Readiness Level. As escalas são independentes, de 1 a 9; a jornada completa segue até TRL 9 e BRL 9, com um terceiro vale na comercialização. A zona destacada indica o foco de atuação da Maré e não integra o material oficial.
No texto da regra, essas figuras não são equivalentes. Entender o papel de cada uma é o que transforma um ecossistema em carteira elegível, e é a costura entre elas que a Maré faz.
São a figura que a regra nomeia nos dois bolsos grandes: os 10% dos fundos e os 5% do crédito só contam em projetos com parceria formal com ICT ou universidade sediada no país. Sem vínculo com uma ICT, não há elegibilidade.
Entram nominalmente no fomento não reembolsável, pela função de incubar e acelerar. E são onde a carteira mora: ICTs conveniadas, startups residentes, infraestrutura de demonstração. O arranjo com a ICT certa é o que destrava os bolsos maiores.
São quem os fundos de inovação efetivamente investem, por dívida conversível. Spin-off acadêmica e startup de base científica com vínculo formal a uma ICT valem duas vezes: recebem o investimento e contam para os 10%.
Papéis conforme a Portaria SE/MF nº 1.782/2026 (arts. 10, 15, 16 e 17) e o detalhamento do Tesouro ao mercado. Uma mesma instituição pode acumular papéis: parques geridos por entidade sem fins lucrativos com pesquisa na missão podem se caracterizar como ICT.
Cada banco vencedor vai gerir um fundo dedicado a uma cadeia. Negócios e projetos aderentes a essas cadeias são o que os fundos vão procurar. O escopo abaixo segue a regulamentação do leilão, traduzido para o tipo de negócio que se enquadra em cada território. Se a sua instituição abriga pesquisa ou empreendimentos em qualquer um deles, esta janela é sua.
Combustíveis de baixo carbono em todo o ciclo: produção, conversão, armazenamento, transporte e distribuição, incluindo plantas-piloto e unidades de demonstração.
Insumos biológicos e de baixo carbono para o agro: da bancada à planta industrial, passando por biotecnologia agrícola e agricultura de precisão.
Insumos químicos de origem renovável e materiais de base biológica que substituem rotas fósseis: catálise verde, fermentação industrial e design circular.
Da mina ao veículo: beneficiamento e refino de minerais estratégicos, materiais avançados, sistemas de armazenamento de energia e eletrificação da mobilidade.
Inteligência artificial e sistemas digitais aplicados à indústria e às demais cadeias do leilão: da otimização de processos ao MRV e à modelagem de risco climático.
Resíduo virando insumo: tratamento, reciclagem e valorização de resíduos urbanos, industriais e minerais, com rotas industriais de reaproveitamento.
Escopo resumido a partir da regulamentação do 5º Leilão (Portaria SE/MF nº 1.782/2026). Cada cadeia cobre do desenvolvimento tecnológico à implantação de unidades-piloto e à ampliação de infraestrutura produtiva inovadora. Não sabe em qual cadeia o seu portfólio se enquadra? É exatamente o tipo de leitura que a Maré faz.
O processo tem três elos. Entender onde a sua instituição entra nele é o que transforma a janela em oportunidade concreta.
Fontes: Tesouro Nacional e Ministério da Fazenda (desenho do 5º Leilão Eco Invest Brasil, 2026); cobertura de imprensa especializada. A Maré é uma organização independente, sem vínculo com o Tesouro Nacional ou com os bancos participantes do programa.
O mercado já começou a mapear as seis cadeias. Mas um mapa lista negócios: não os alinha às agendas nacionais que determinam para onde o capital flui, nem constitui o vínculo formal que o leilão exige. E um mapeamento auto-declarado não passa em comitê de investimento: maturidade declarada não é maturidade comprovada. Entre o mapa e o capital existe um trabalho de preparação que quase ninguém faz. É nele que a Maré atua.
Pesquisa de ponta, spin-offs, patentes e laboratórios, mas pouco disso em formato que um gestor de fundo consegue aprovar: sem evidência verificada de maturidade, sem tese de negócio, sem mensuração de impacto. E, muitas vezes, sem dealflow aderente às seis cadeias do leilão.
Negócios com solução aderente às cadeias, mas sem a parceria formal com ICT que conta para a elegibilidade, sem saber qual instrumento do leilão se aplica ao seu estágio, e sem o dossiê que os fundos vão exigir.
O capital vai chegar com obrigações e prazos. A elegibilidade não se improvisa: se constrói antes.
A Carteira EcoInvest aplica a Esteira de Bancabilidade da Maré ao contexto do 5º leilão. O serviço responde a uma pergunta só: este negócio chega elegível ao capital de 2027? É contratado por ICTs e parques tecnológicos e entrega, em três movimentos, uma carteira de negócios de impacto elegível aos instrumentos do programa.
Originar, para a Maré, não é listar negócios. É alinhá-los às agendas nacionais que hoje governam para onde o capital flui: os compromissos climáticos do país, o Plano Nacional de Adaptação, o Plano de Transformação Ecológica, a Nova Indústria Brasil e a Estratégia Nacional de Investimentos e Negócios de Impacto. Ainda nesta fase, a Maré faz as adequações que tornam cada negócio pertinente a essas orientações e o conecta à rede territorial de parques, arranjos produtivos e institutos. Um negócio alinhado à agenda certa ganha pertinência para recursos que estão subordinados a ela, e a bancabilidade começa a ser construída antes mesmo da qualificação.
A elegibilidade aos fundos passa pela parceria formal entre o negócio e a ICT. A Maré estrutura esse vínculo no formato certo para cada caso: P&D conjunto, licenciamento de propriedade intelectual, incubação, transferência de tecnologia ou uso de infraestrutura, com a documentação que o instrumento exige.
A qualificação é a assistência técnica da Maré em ação, e é o coração da entrega. É aqui que a Esteira de Bancabilidade opera como estratégia de de-risking: cada fragilidade estruturada é um risco a menos na mesa do investidor. Quanto menor o risco percebido, maior a bancabilidade e maior a chance real de acesso ao capital. A assistência técnica trabalha três pilares em paralelo.
Competências, complementaridade, engajamento e governança de quem conduz o negócio. No caso das deeptechs, inclui a ponte entre o pesquisador e a gestão: um time sem a configuração certa é o primeiro risco que o investidor enxerga.
Validação de problema e solução, modelo de receita, unit economics, mercado endereçável e estratégia de escala. É a lógica econômica que justifica o capital e sustenta a tese diante do comitê.
Teoria da mudança e mensuração auditável, ancoradas nos ODS e em padrões que o capital institucional reconhece. Intencionalidade, adicionalidade e a capacidade de provar o impacto com dados: sem MRV, o impacto não vira ativo.
Assistência técnica, método e de-risking são a mesma coisa vista de três ângulos. É essa articulação que uma PPF entrega, e é ela que aumenta a chance do negócio acessar capital.
O desenho do 5º leilão é de portfólio: o instrumento espera carteiras, não apostas unitárias. Por isso o serviço tem duas profundidades do mesmo produto, não dois produtos diferentes: uma em lote, uma em profundidade. O programa alimenta a esteira.
Um ciclo completo de originação, vinculação e primeira qualificação sobre um lote de negócios, com afunilamento por mérito. A instituição contrata uma carteira, não horas. É o formato que espelha a lógica de portfólio do leilão e o ponto de partida natural.
Qualificação profunda de um negócio prioritário da carteira, até o dossiê completo de investimento: modelagem financeira, arquitetura de capital do estágio e preparação para os fundos de inovação. É o formato que mira o investimento direto e os projetos com ICTs.
Qualificar dezenas de negócios em paralelo, com profundidade e no prazo de uma janela regulatória, não cabe no modelo artesanal de consultoria. A Maré opera como software: a inteligência artificial cobre o trabalho repetível; o julgamento que assina é dos sócios. O diagrama abaixo mostra como isso funciona na prática.
mais evidência analisada por negócio do que um diagnóstico artesanal alcançaria.
dezenas de negócios avançando ao mesmo tempo, sem fila e sem perda de padrão.
a preparação fica pronta no calendário do leilão, não no calendário da consultoria.
o método é codificado: cada carteira preparada torna a próxima mais precisa.
A IA aumenta o trabalho; não substitui o julgamento. Todo dossiê que sai da esteira passa por revisão e assinatura dos sócios antes de chegar à instituição ou ao investidor.
Todo o capital do 5º leilão vai operar sob salvaguardas e verificação: o negócio reporta ao fundo, o fundo reporta ao banco, o banco reporta ao programa. Mensurar, relatar e verificar (MRV) deixou de ser boa prática e virou pré-condição do capital. E é exatamente onde a inteligência artificial mais muda o custo do jogo.
Sensoriamento remoto, IoT e monitoramento contínuo transformam a mensuração em rotina digital, não em projeto caro de fim de ano. O próprio leilão financia essas soluções: MRV com IA está no escopo da cadeia de IA e automação.
O MRV que só cabia no orçamento de grandes empresas passa a caber no de um negócio nascente. A IA padroniza a coleta, a estruturação e o relato, no nível que o capital institucional exige.
No mercado regulado de carbono e nas finanças sustentáveis, a mensuração verificável virou exigência legal e regulatória no Brasil. O negócio que nasce com MRV embarcado nasce na frente da régua.
A mensuração auditável é o terceiro pilar da qualificação da Maré: o negócio que sai da esteira sai com a capacidade de provar o próprio impacto. Referências públicas: Lei 15.042/2024 (mercado regulado de carbono, SBCE) e a regulamentação do 5º Leilão (Portaria SE/MF nº 1.782/2026).
Players nacionais já mapeiam as seis cadeias desde meados de 2026. O capital só chega em 2027, mas a fila se forma antes: quando os fundos abrirem as portas, vão atender primeiro quem chegar com carteira pronta. Preparação leva meses; a janela entre o resultado do leilão e as primeiras alocações não espera quem começou tarde.
Quem começa a preparar a carteira em 2026 chega elegível na abertura. Quem espera o capital chegar, disputa a fila de trás.
originação, vinculação e qualificação da carteira, enquanto o leilão define os bancos vencedores.
com a carteira em construção, a instituição se apresenta aos gestores dos fundos como fornecedora de pipeline preparado.
os fundos começam a investir e o fomento a operar. carteiras elegíveis entram na frente.
A Maré não promete acesso ao capital. Constrói a elegibilidade que faz o capital reconhecer, precificar e financiar.
Fontes: Tesouro Nacional e Ministério da Fazenda (calendário e desenho do 5º Leilão Eco Invest Brasil, 2026).
A Maré é uma organização em estágio inicial. O método está codificado, os primeiros programas estão em estruturação com instituições parceiras e apresentamos a tese com dados de fontes públicas reconhecidas. Não prometemos resultado de captação: entregamos preparação documentada.
Preparar uma carteira para o capital de inovação exige especialistas em cada frente. As áreas de parceria mobilizadas para entregar o que esta página propõe:
ICTs, universidades e parques tecnológicos: a preparação da carteira começa antes do capital. Vamos desenhar o programa da sua instituição.