ICTs e parques tecnológicos 5º leilão eco invest brasil carteira elegível

pela primeira vez, o capital vai procurar as ICTs e os parques. quem estiver pronto, recebe.

O 5º Leilão do Eco Invest Brasil obriga os bancos vencedores a investir em projetos em parceria com ICTs e a destinar recursos anuais a fomento de pesquisa aplicada e empreendedorismo. A Carteira EcoInvest é o serviço da Maré que prepara ICTs e parques tecnológicos para esse encontro: origina, vincula e qualifica negócios de impacto até a carteira estar elegível quando o capital chegar. O que vai à mesa do investidor é uma carteira que o capital aceita, não uma lista que ele recusa.

/01 · a janela

o 5º leilão muda o caminho do dinheiro.

O Eco Invest Brasil, programa do Tesouro Nacional, já mobilizou cerca de R$ 140 bilhões em quatro leilões. O 5º leilão, em curso, é o primeiro dedicado à inovação: seis fundos de capital de risco, um por cadeia estratégica, mais crédito corporativo e, pela primeira vez, recursos não-reembolsáveis obrigatórios para pesquisa aplicada e empreendedorismo. As propostas das instituições financeiras correm até agosto de 2026. O capital chega em 2027, pelos bancos vencedores.

R$ 36 bi+
mobilização mínima do 5º leilão, com expectativa acima de R$ 50 bilhões (Tesouro Nacional, 2026)
10%
no mínimo, dos fundos de inovação investidos em projetos em parceria com ICTs
0,5%
dos recursos totais, ao ano, destinados a fomento de pesquisa aplicada e empreendedorismo
/ a zona de atuação

o trecho da jornada onde ICTs e parques vivem, e onde a Maré trabalha.

O desenho oficial do leilão mapeia a jornada da inovação em dois eixos: o nível de desenvolvimento e o nível tecnológico. O recorte abaixo amplia o trecho inicial dessa jornada, entre TRL 1 e 6. É onde vivem as ICTs, os parques e os hubs tecnológicos, e é onde a Maré origina, vincula e qualifica os ativos que tornam uma carteira elegível.

Recorte adaptado do desenho oficial do 5º Leilão (Tesouro Nacional, apresentação ao mercado, 2026). TRL: Technology Readiness Level; BRL: Business Readiness Level. As escalas são independentes, de 1 a 9; a jornada completa segue até TRL 9 e BRL 9, com um terceiro vale na comercialização. A zona destacada indica o foco de atuação da Maré e não integra o material oficial.

/ quem entra por qual porta

três figuras, três papéis no desenho do leilão.

No texto da regra, essas figuras não são equivalentes. Entender o papel de cada uma é o que transforma um ecossistema em carteira elegível, e é a costura entre elas que a Maré faz.

/a chave regulatória

ICTs e universidades

São a figura que a regra nomeia nos dois bolsos grandes: os 10% dos fundos e os 5% do crédito só contam em projetos com parceria formal com ICT ou universidade sediada no país. Sem vínculo com uma ICT, não há elegibilidade.

/o agregador territorial

parques e hubs tecnológicos

Entram nominalmente no fomento não reembolsável, pela função de incubar e acelerar. E são onde a carteira mora: ICTs conveniadas, startups residentes, infraestrutura de demonstração. O arranjo com a ICT certa é o que destrava os bolsos maiores.

/o destino do investimento

startups e spin-offs

São quem os fundos de inovação efetivamente investem, por dívida conversível. Spin-off acadêmica e startup de base científica com vínculo formal a uma ICT valem duas vezes: recebem o investimento e contam para os 10%.

Papéis conforme a Portaria SE/MF nº 1.782/2026 (arts. 10, 15, 16 e 17) e o detalhamento do Tesouro ao mercado. Uma mesma instituição pode acumular papéis: parques geridos por entidade sem fins lucrativos com pesquisa na missão podem se caracterizar como ICT.

/ as seis cadeias estratégicas

um fundo por cadeia. seis territórios de inovação.

Cada banco vencedor vai gerir um fundo dedicado a uma cadeia. Negócios e projetos aderentes a essas cadeias são o que os fundos vão procurar. O escopo abaixo segue a regulamentação do leilão, traduzido para o tipo de negócio que se enquadra em cada território. Se a sua instituição abriga pesquisa ou empreendimentos em qualquer um deles, esta janela é sua.

/cadeia 01

combustíveis verdes avançados, biogás e biometano

Combustíveis de baixo carbono em todo o ciclo: produção, conversão, armazenamento, transporte e distribuição, incluindo plantas-piloto e unidades de demonstração.

SAF · combustível de aviação biometano de resíduos e-fuels e combustíveis marítimos soluções de biomassa
/cadeia 02

fertilizantes verdes, bioinsumos e proteínas alternativas

Insumos biológicos e de baixo carbono para o agro: da bancada à planta industrial, passando por biotecnologia agrícola e agricultura de precisão.

biodefensivos e bioestimulantes fermentação e cultivo microbiano proteínas alternativas agricultura de precisão
/cadeia 03

química verde e biomateriais

Insumos químicos de origem renovável e materiais de base biológica que substituem rotas fósseis: catálise verde, fermentação industrial e design circular.

biopolímeros e bioplásticos materiais lignocelulósicos e fúngicos especialidades químicas renováveis embalagens sustentáveis
/cadeia 04

minerais críticos, baterias e mobilidade elétrica

Da mina ao veículo: beneficiamento e refino de minerais estratégicos, materiais avançados, sistemas de armazenamento de energia e eletrificação da mobilidade.

refino de minerais críticos baterias e armazenamento veículos eletrificados reciclagem e rastreabilidade mineral
/cadeia 05

IA e automação para processos produtivos

Inteligência artificial e sistemas digitais aplicados à indústria e às demais cadeias do leilão: da otimização de processos ao MRV e à modelagem de risco climático.

IA para MRV e rastreabilidade automação industrial sensoriamento remoto e IoT gestão energética inteligente
/cadeia 06

circularidade de resíduos minerais e industriais

Resíduo virando insumo: tratamento, reciclagem e valorização de resíduos urbanos, industriais e minerais, com rotas industriais de reaproveitamento.

valorização de resíduos logística reversa insumos secundários simbiose industrial e remanufatura

Escopo resumido a partir da regulamentação do 5º Leilão (Portaria SE/MF nº 1.782/2026). Cada cadeia cobre do desenvolvimento tecnológico à implantação de unidades-piloto e à ampliação de infraestrutura produtiva inovadora. Não sabe em qual cadeia o seu portfólio se enquadra? É exatamente o tipo de leitura que a Maré faz.

/ o caminho do dinheiro

do Tesouro até a carteira: como o capital chega.

O processo tem três elos. Entender onde a sua instituição entra nele é o que transforma a janela em oportunidade concreta.

/01 · o capital Tesouro e bancos o Tesouro empresta barato aos bancos vencedores; os bancos alavancam com capital privado e montam os fundos. 2026: leilão
/02 · a obrigação os fundos precisam de projetos os bancos são obrigados a investir em projetos com ICTs e a fomentar o empreendedorismo de base científica. Originar e qualificar esse pipeline não é o ofício deles. 2027: capital disponível
/03 · o encontro quem estiver elegível, recebe ICTs e parques com carteira preparada viram o destino natural desse capital. Os demais assistem. a janela

Fontes: Tesouro Nacional e Ministério da Fazenda (desenho do 5º Leilão Eco Invest Brasil, 2026); cobertura de imprensa especializada. A Maré é uma organização independente, sem vínculo com o Tesouro Nacional ou com os bancos participantes do programa.

/02 · o gap

mapa não é elegibilidade. vínculo informal não conta.

O mercado já começou a mapear as seis cadeias. Mas um mapa lista negócios: não os alinha às agendas nacionais que determinam para onde o capital flui, nem constitui o vínculo formal que o leilão exige. E um mapeamento auto-declarado não passa em comitê de investimento: maturidade declarada não é maturidade comprovada. Entre o mapa e o capital existe um trabalho de preparação que quase ninguém faz. É nele que a Maré atua.

a dor do parque e da ICT

ativos sem formato de investimento

Pesquisa de ponta, spin-offs, patentes e laboratórios, mas pouco disso em formato que um gestor de fundo consegue aprovar: sem evidência verificada de maturidade, sem tese de negócio, sem mensuração de impacto. E, muitas vezes, sem dealflow aderente às seis cadeias do leilão.

a dor do negócio de impacto

tecnologia sem vínculo e sem dossiê

Negócios com solução aderente às cadeias, mas sem a parceria formal com ICT que conta para a elegibilidade, sem saber qual instrumento do leilão se aplica ao seu estágio, e sem o dossiê que os fundos vão exigir.

O capital vai chegar com obrigações e prazos. A elegibilidade não se improvisa: se constrói antes.

/03 · a carteira ecoinvest

a Maré prepara a carteira antes de o capital chegar.

A Carteira EcoInvest aplica a Esteira de Bancabilidade da Maré ao contexto do 5º leilão. O serviço responde a uma pergunta só: este negócio chega elegível ao capital de 2027? É contratado por ICTs e parques tecnológicos e entrega, em três movimentos, uma carteira de negócios de impacto elegível aos instrumentos do programa.

1

originação: onde a bancabilidade começa

Originar, para a Maré, não é listar negócios. É alinhá-los às agendas nacionais que hoje governam para onde o capital flui: os compromissos climáticos do país, o Plano Nacional de Adaptação, o Plano de Transformação Ecológica, a Nova Indústria Brasil e a Estratégia Nacional de Investimentos e Negócios de Impacto. Ainda nesta fase, a Maré faz as adequações que tornam cada negócio pertinente a essas orientações e o conecta à rede territorial de parques, arranjos produtivos e institutos. Um negócio alinhado à agenda certa ganha pertinência para recursos que estão subordinados a ela, e a bancabilidade começa a ser construída antes mesmo da qualificação.

resultado: carteira alinhada às agendas que destravam capital, com dossiê de pré-seleção.
2

vinculação

A elegibilidade aos fundos passa pela parceria formal entre o negócio e a ICT. A Maré estrutura esse vínculo no formato certo para cada caso: P&D conjunto, licenciamento de propriedade intelectual, incubação, transferência de tecnologia ou uso de infraestrutura, com a documentação que o instrumento exige.

resultado: vínculo negócio-ICT constituído e documentado.
3

qualificação: onde mora o valor

A qualificação é a assistência técnica da Maré em ação, e é o coração da entrega. É aqui que a Esteira de Bancabilidade opera como estratégia de de-risking: cada fragilidade estruturada é um risco a menos na mesa do investidor. Quanto menor o risco percebido, maior a bancabilidade e maior a chance real de acesso ao capital. A assistência técnica trabalha três pilares em paralelo.

pilares: time empreendedor · negócio · impacto e mensuração
/pilar 01

time empreendedor

Competências, complementaridade, engajamento e governança de quem conduz o negócio. No caso das deeptechs, inclui a ponte entre o pesquisador e a gestão: um time sem a configuração certa é o primeiro risco que o investidor enxerga.

/pilar 02

negócio

Validação de problema e solução, modelo de receita, unit economics, mercado endereçável e estratégia de escala. É a lógica econômica que justifica o capital e sustenta a tese diante do comitê.

/pilar 03

impacto e mensuração

Teoria da mudança e mensuração auditável, ancoradas nos ODS e em padrões que o capital institucional reconhece. Intencionalidade, adicionalidade e a capacidade de provar o impacto com dados: sem MRV, o impacto não vira ativo.

resultado: carteira qualificada, com bancabilidade documentada e risco estruturadamente reduzido.

Assistência técnica, método e de-risking são a mesma coisa vista de três ângulos. É essa articulação que uma PPF entrega, e é ela que aumenta a chance do negócio acessar capital.

/ os dois formatos

em lote ou em profundidade.

O desenho do 5º leilão é de portfólio: o instrumento espera carteiras, não apostas unitárias. Por isso o serviço tem duas profundidades do mesmo produto, não dois produtos diferentes: uma em lote, uma em profundidade. O programa alimenta a esteira.

formato 01 · programa de carteira

um para muitos

Um ciclo completo de originação, vinculação e primeira qualificação sobre um lote de negócios, com afunilamento por mérito. A instituição contrata uma carteira, não horas. É o formato que espelha a lógica de portfólio do leilão e o ponto de partida natural.

formato 02 · esteira dedicada

um para um

Qualificação profunda de um negócio prioritário da carteira, até o dossiê completo de investimento: modelagem financeira, arquitetura de capital do estágio e preparação para os fundos de inovação. É o formato que mira o investimento direto e os projetos com ICTs.

/ o que a Maré faz pela sua instituição

na carteira ecoinvest, a Maré:

  • origina e alinha negócios de impacto às agendas nacionais e às seis cadeias do seu território, ampliando a pertinência estratégica e o acesso a recursos subordinados a elas
  • estrutura o vínculo formal entre negócio e ICT que constitui a elegibilidade
  • qualifica time, negócio e impacto com evidência verificada, não auto-declarada
  • constrói a mensuração de impacto auditável que o capital institucional exige
  • entrega o dossiê em formato de comitê de investimento
  • posiciona a carteira para os instrumentos certos do leilão, no calendário certo
/ ai-first

a inteligência artificial é o que torna a carteira em lote viável.

Qualificar dezenas de negócios em paralelo, com profundidade e no prazo de uma janela regulatória, não cabe no modelo artesanal de consultoria. A Maré opera como software: a inteligência artificial cobre o trabalho repetível; o julgamento que assina é dos sócios. O diagrama abaixo mostra como isso funciona na prática.

/ ia aplicada ao MRV

mensuração é o tema crítico do capital que vem aí.

Todo o capital do 5º leilão vai operar sob salvaguardas e verificação: o negócio reporta ao fundo, o fundo reporta ao banco, o banco reporta ao programa. Mensurar, relatar e verificar (MRV) deixou de ser boa prática e virou pré-condição do capital. E é exatamente onde a inteligência artificial mais muda o custo do jogo.

/medição contínua

do relatório anual ao dado vivo

Sensoriamento remoto, IoT e monitoramento contínuo transformam a mensuração em rotina digital, não em projeto caro de fim de ano. O próprio leilão financia essas soluções: MRV com IA está no escopo da cadeia de IA e automação.

/custo

medir ficou acessível ao early-stage

O MRV que só cabia no orçamento de grandes empresas passa a caber no de um negócio nascente. A IA padroniza a coleta, a estruturação e o relato, no nível que o capital institucional exige.

/régua jurídica

sem MRV, não há ativo

No mercado regulado de carbono e nas finanças sustentáveis, a mensuração verificável virou exigência legal e regulatória no Brasil. O negócio que nasce com MRV embarcado nasce na frente da régua.

A mensuração auditável é o terceiro pilar da qualificação da Maré: o negócio que sai da esteira sai com a capacidade de provar o próprio impacto. Referências públicas: Lei 15.042/2024 (mercado regulado de carbono, SBCE) e a regulamentação do 5º Leilão (Portaria SE/MF nº 1.782/2026).

/04 · por que agora

a corrida de posicionamento já começou.

Players nacionais já mapeiam as seis cadeias desde meados de 2026. O capital só chega em 2027, mas a fila se forma antes: quando os fundos abrirem as portas, vão atender primeiro quem chegar com carteira pronta. Preparação leva meses; a janela entre o resultado do leilão e as primeiras alocações não espera quem começou tarde.

o calendário da janela

o tempo de preparar é agora: entre o desenho do leilão e a chegada do capital.

Quem começa a preparar a carteira em 2026 chega elegível na abertura. Quem espera o capital chegar, disputa a fila de trás.

2026 · agora

preparação

originação, vinculação e qualificação da carteira, enquanto o leilão define os bancos vencedores.

resultado do leilão

posicionamento

com a carteira em construção, a instituição se apresenta aos gestores dos fundos como fornecedora de pipeline preparado.

2027 · capital disponível

alocação

os fundos começam a investir e o fomento a operar. carteiras elegíveis entram na frente.

A Maré não promete acesso ao capital. Constrói a elegibilidade que faz o capital reconhecer, precificar e financiar.

Fontes: Tesouro Nacional e Ministério da Fazenda (calendário e desenho do 5º Leilão Eco Invest Brasil, 2026).

transparência sobre estágio

A Maré é uma organização em estágio inicial. O método está codificado, os primeiros programas estão em estruturação com instituições parceiras e apresentamos a tese com dados de fontes públicas reconhecidas. Não prometemos resultado de captação: entregamos preparação documentada.

/ o ativo da articulação

a Maré não entrega sozinha. Aciona um ecossistema.

Preparar uma carteira para o capital de inovação exige especialistas em cada frente. As áreas de parceria mobilizadas para entregar o que esta página propõe:

ciência e inovação
transferência de tecnologia e propriedade intelectual parques tecnológicos e ICTs
negócio e mercado
modelagem de negócio e unit economics estratégia de mercado e escala
impacto e prova
teoria da mudança e mensuração de impacto padrões socioambientais e certificação
capital e estrutura
blended finance e modelagem financeira jurídico e estruturação de veículos
05 próximo passo

sua instituição tem os ativos. o capital vem aí.

ICTs, universidades e parques tecnológicos: a preparação da carteira começa antes do capital. Vamos desenhar o programa da sua instituição.